Ramon On
Eu já estava a beira do abismo.
Todos correndo atrás pra saber da minha loira e eu aqui me sentindo a p***a de um fracassado.
Minha irmã pagou sermão e ela tá certo, preciso reagir.
Sai dali e fui pro QG. Ver como estava as coisas
Claro meus irmãos já estava lá, juntos como nos velhos tempos
Diguinho nos contatos e JP nos sistemas de câmeras. E eu aqui com o celular na mão esperando ela me ligar, amenos pra dizer que estava bem.
Meu celular não parava de tocar, mais era o jacaré um chegado meu. Mas agora não tenho foco pra nada, do ela.
E de novo ele liga, quando ia atender pra saber oque foi desligou
- JP o jacaré te ligou aí?
- Não, por que ? Pelo que sei ele foi pra SP levar uma mercadoria daquelas. Por falar nisso irmão estamos precisando fortalecer a quebrada. Tá vindo um negócio de outro mundo pra cá, precisamos nos adiantar, senão os inimigo passa. A frente e ficamos na desvantagem. Mas depois conversamos sobre isso. Foco agora e a patroa.
- Tô ligado irmão. O morro tá jogado e os nossos estão precisando desse fortalecimento. Deixa só eu resolver isso.
Quando na porta minha irmã entra como furacão.
- Irmão tem um cara aí e disse que precisava falar com você. Parece coisa séria. Tava saindo do morro e vi os vapor dando pressão e fiquei observando. Mas o cara disse que só fala com você e que é importante.
- c*****o, eu com tanto problema e agora mais essa. Cadê o cara
Ela sai e volta com um cara, mais o cara é monstro.
- Fala irmão oque te traz aqui pra falar direito comigo. Papo reto, sem gracinha
Ele para, observa tudo ao redor. Foca no JP nos notebook e me olha.
- Ramon não é mesmo ?
Eu olho pra ele assustado. Como assim ele sabe que chamo Ramon e meu vulgo e ceifador. Parada estranha. Diguinho e JP já se posiciona e uns vapor aparece
- Cara na moral, vim na paz. Preciso da sua ajuda. A baixinha....
Quando ele ia falar meu telefone toca, número desconhecido de São Paulo, só pode ser ela. Atendo na maior esperança mas no mesmo segundo meu mundo desmorona.
Chorei igual criança na frente de todos. Um choro de felicidade por saber que sou pai, mas de desespero por saber que eles estão em perigo.
Thamires chorava em desespero e de repente um senhor pega o telefone e fala que é taxista.
Todos me olham sem entender nada e o grandão fala.
- E a Thamires, me deixa falar com ela. Agarro o telefone com força e ele volta a falar comigo entre o choro.
"Nosso filho precisa de nós"
Foi a frase que ficou gravada na minha mente.
Nosso filho.
Mas ao veio a bomba, a p***a de uma foto.
O celular caiu da minha mão e todos viram aquela imagem. Um moleque grande pela idade que julgo ter 13 anos amarrado e visivelmente drogado.
- NAOOOOOOOOOOO CARALHOOOOOO
O grandão grita e todos se assusta
- Eu vou matar um por um dos que fizeram isso com meu afilhado. Esse menino é uma preciosidade. Minha amiga deve estar péssima e não estamos lá por ela. Por favor ceifador me deixa ir com vocês? Eu posso ajudar, sou atirador de elite, piloto avião, helicóptero e estou ódio desses miseráveis.
Quando ia responder o JP chama
- Vocês precisam ver isso. Pelo visto os cü azul que fez isso. Esse aqui não é o vacilão da corregedoria junto com o Estevão da desaparecidos? Opa opa opa, Temos o chefe superior da narcóticos nisso também. Cara isso vai ser briga de cachorro grande, mas o foco é o moleque. Isso aqui é provas pra derrubar um por um.
Olho e o grandão ainda tá chorando. Ele deve ser muito amigo dela, ele é padrinho do meu filho.
- Diguinho preciso do apoio de todos de SP, mas cuidado não sabemos quem esta na lista de pagamento da malícia. Os cara lá tá vacilando, trabalhando junto com polícia pra fazer m*l a uma criança. JP quero as câmeras da entrada da Paraisopolis, e vê se temos aliados lá. Preciso falar com o jacaré.
- Eu tenho alguns contatos de confiança, mas precisamos de armamento bom. Entrar no morro de pistola e suicídio, por isso vim aqui. Tô sabendo que hoje chega armamento novo pra eles. Claro eles estão usando outro pra pegar com um cara aqui do Rio e planejam matar o cara após a entrega pois ele se recusou a fazer negócio com os milicianos.
Caralho
- Jacaré. Liga pra ele ceifador.
Ligo e quem atende me assusta.
- Oi meu amor. Já está vindo ?
Sua voz doce e chorosa.
- Loira você está com o jacaré?
- Não. Ele me deu carona pra cá e me deixou com o celular dele até ele fazer entrega das mercadorias.
Não acredito. Ela quem estava me ligando esse tempo todo.
- Você tem contato com ele daí? Ele não pode entregar essas armas e uma emboscada.
Ela desliga na minha cara. Deve estar ligando pra ele.
Chamo todos, mando reunir os melhores armamentos e um avião e meu helicóptero.
- Hoje vamos fazer história em Paraisopolis. Vamos mostrar pra esses cu come que faz.
Eu tava com sangue no olho. Esse projeto de bandido vão pagar pelo dor do meu filho e da minha mulher.
Pensar que mandei ela deixar esse cara pra lá. Estava falando do nosso filho, nossa tô doido pra ver meu filho, fruto do amor da sua mãe e eu.
Tudo pronto já estava embarcando. Tentei ligar no celular do jacaré e nada. Só desligado. O celular do taxista é nada também, só chamava.
Minha irmã quis vim com a gente, mesmo eu e Diguinho implorando pra ela ficar. Disse que fica no avião esperando. JP ficou pra cuidar do morro e ficar de olho nas câmeras. Quero saber a movimentação em tempo real. Thamires deve entrar em contato, e eu vou esperar. Ela é inteligente e sei que não vai meter os pés pelas mãos.
Agora é pedir a Deus pra nós ajudar e proteger meu filho e minha mulher.
Estamos indo em 50 e lá tem mais alguns de confiança esperando.
Desembarcamos numa pista clandestina, nossa vinda aqui teria que ser na sombra. Sem deixar rastros, não quero que o perigo nos siga.
- Pessoal fé na caminhada. Sem pistas e sem rastros. Quero meu filho aqui são e salvo. Doutor aí no avião tem tudo pra receber ele não é mesmo ? Faça seu melhor e você irmã de notícias. Te amo
- Te amo maninho. Se cuida
Abraço ela com um pressentimento r**m e saio. Esse abraço pareceu uma despedida.