Na madrugada

1055 Palavras

A madrugada era fria, e a casa estava em silêncio. Georgina dormia. As cortinas fechadas m*l seguravam a claridade da lua que escorria pelas frestas. Chloe dormia no cômodo ao lado, e a única coisa que se ouvia era o leve estalar da madeira antiga com o vento. Mas o sono de Georgina não era tranquilo. O corpo se mexia sob o cobertor leve. Os dedos apertavam o lençol. A respiração subia e descia, errada. Como se algo a puxasse de dentro pra fora. Ela começou a murmurar, ainda sonhando. — Ralph... não... Virou-se de lado, inquieta. Uma lágrima solitária escorreu sem que percebesse. O peito apertava. Havia uma sensação estranha, uma angústia sem nome. Não era dor física. Era outra coisa. Algo denso, silencioso. Um chamado sem som. Como se o coração dela tivesse sido tocado lá longe.C

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