Mais pressão

826 Palavras

Ralph estava sentado, de costas para o palco improvisado onde algumas mulheres ensaiavam um número sensual. A música tocava baixo, os corpos dançavam devagar, mas ele não via. Não se importava. Tinha um copo de uísque na mão e o olhar fixo na garrafa sobre a mesa. O ambiente cheirava a cigarro e perfume doce demais. Um soldado passou. — Vá no estoque e busque uma faca lacrada pra mim. — Sim, senhor. O homem voltou minutos depois. Trouxe a faca, mas jogou de longe, com medo de se aproximar demais. Ralph pegou sem dizer nada. E, sem pensar duas vezes, abriu a embalagem, e fez um corte preciso no próprio braço, logo abaixo do ombro — onde a pele já carregava cicatrizes de outros momentos. O sangue escorreu devagar. Ele inclinou o copo e deixou pingar algumas gotas no uísque. E então

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