Meu filho subiu no meu colo, assustado, agarrando meu pescoço o mais forte que pode. E ao mesmo tempo em que eu estava com o coração partido pela notícia recém dada, meu coração estava aquecido por saber que o pior poderia ter acontecido. Mas ali, olhando pra cara daquele homem que exalava ignorância e petulância, eu não sabia ao certo se o pior ainda poderia acontecer. – O que quer? – Eu murmurei, com medo unicamente de ouvir a resposta. Ele riu apoiando a bengala no chão da limusine, com um sorriso de escarnio e perversidade por talvez ter ouvindo a pergunta que ele queria que eu tivesse dito desde o inicio quando entrei ali. – Eu adoro essa pergunta. – O homem que se nomeou como Adrias, se ajeitou sobre o banco de couro do carro e me encarou com passividade. – Querida Samara, eu e

