—Eu devia te dar outro tiro agora, sabia? Seu maluco, tudo isso porque você e o Éder fizeram aquilo. —Matias falou assim que entrou no quarto. —E foi a decisão certa. Você é meu irmão de profissão e de vida, Mathias, atiraram em você e quase te mataram. —expliquei. —Eu sei, mas não quero que se preocupe com isso, estou vivo. —ele comentou. Depois de dar um sermão enorme, ele quase me matou sufocado com um abraço. Éder também veio me visitar e eu já o avisei que possivelmente ele pode sofrer algo do tipo, é o preço a se pagar. —Bom, eu prefiro você vivo, apesar de você ser um maluco. —eu ri. A previsão é que se tudo ocorrer bem, recebo alta amanhã mesmo. Odeio estar em hospital, a sensação é semelhante a estar preso dentro de uma caixa branca e sem mais nada dentro. Matias estava

