2 Cap Ana Flávia

1016 Palavras
Ana Flávia Eu não contei exatamente pra Mari oque aconteceu, só falei que ele me bateu pq não queria o neném. Então quando eu desço doarei na entrada do morro, que os meninos me mandam para e eu vejo ela e desço, quando ela se aproxima ela chora ao ver alguns hematomas, lhe dou um selinho e a abraço. Ali naquele abraço caloroso, sinto que estamos sendo observadas, então abro os olhos e vejo um par de olhos castanhos lindo nos olhando sério. Mari- O amiga vc tá toda fodida- fala enxugando suas lágrimas. Eu- Vai ficar tudo bem, o pior já passou- falo e seguro sua mão- Podemos ir, tô cansada e com uma fome de leão. Ela olha pra trás e vejo o cara que tava nos encarando fazer um aceno com a cabeça confirmando, então ela pegou minha mão e fomos em direção ao carro e antes de eu entrar eu olhei pro cara que tava me encarando, eu sentirá seu olhar me queimar. Fomos subindo o morro e ela foi me explicando por onde passávamos, até chegarmos em uma casa que não parecia ser muito grande e tbm não tinha garagem alguma. Mari- Essa é minha casa que agora vai se tornar nossa- pego minha mochila e entramos- Bom, aqui não é grande é só tem um quarto, então vamos ter que dividir o quarto- eu só sorrio pq não me importo nem um pouco com isso- Podemos ver uma casa com dois quartos depois, quando vc arrumar um trabalho a gente pode dividir o aluguel. Eu- Eu tenho um bom dinheiro guardado, então acho que já podemos ver uma casa e aí não vamos precisar descer as coisas que eu trouxe do carro. Mari- Meu Deus Ana Flávia- da risada- Vem comprei pão pra gente tomar café e aí vc pode descansar um pouquinho e aí eu peço pra alguns dos caras da bica vir aqui e podemos ver as opções de casa- nós sentamos na pequena mesa- E depois vc vai me contar tudo que aconteceu- eu não falo nada só concordo. 14hrs Acordo escutando vozes, depois que tomamos o café, tomei um banho, deitei na cama da Mari e dormi feito pedra. Mari- Queremos uma casa maior- escuto a voz dela e então apareço na pequena sala integrada com a cozinha e sinto minha pele queimar novamente e quando olho vejo os mesmos par de olhos me olhando- Que bom que acordou amiga, senta aqui- bate com a mão do seu lado e eu me sento. Eu- Oi- falo pro cara que só balança a cabeça. Hg- Tenho uma casa na 17, mas lá fica muito próximo ao baile. Eu- Então não dá- falo e ele me encara- Temos que pensar quando o bebê nascer- vejo ele arquear as sobrancelhas. Hg- Tenho uma na 14, é um pouco mas à baixo mas tem dois quarto, cozinha integrada com a sala e tem uma garagem tbm. A Mari me olho e eu concordo, então o cara pega seu cllr e acho que manda msg pra alguém. Ele é lindo, sério, tem todo um ar misterioso, o cabelo com alguns cachinhos, usa brinco, tem tatuagens, aquele bandido gostoso sabe, p**a que pariu. Hg- Vamos lá, vou levar vcs pra dar uma olhada- concordamos e então saímos da casa e já tinha um outro cara muito bonito nos esperando de moto, a Mari vai até ele e lhe dá um selinho- Sobe aí mina- fala e eu o encaro mas não digo nada e subo na moto. Ele sai com a moto devagar, eu não seguro nele, apesar de eu querer segurar. Vou admirando o morro e aqui é tudo bem tranquilo, tem umas crianças brincando na rua, hoje é sábado. Alguns minutos depois paramos em frente a uma casa, desço da moto e o cara vai e abre o portão pra entrarmos. Sinto a Mari segurar minha mão e entramos na casa, vejo que tem até um armário de lata na cozinha, não tá novo, mas tbm não tá caindo aos pedaços, subimos e realmente tem dois quartos que já tem até guarda roupas. Mari- gostou?- pergunta com receio. Eu- Por mim a gente já limpa hoje msm e já mudamos o quanto antes- ela me abraça e damos pulinhos. É assim fazemos, voltamos pra casa, pegamos rodo, vassouras, produtos de limpeza, tudo que íamos precisar, e então voltamos pra casa. Xx- Mariane- escuto uma voz a chamar. Mari- Entra vick- vejo uma menina muito bonita do cabelo cacheado entrar- Amiga essa é a vick, minha amiga desde quando cheguei aqui é irmã do hg. Eu- Ou tudo bem, eu sou a Ana Flávia. Vick- Sem formalidade gata, eu sei exatamente quem vc é- olho pra Mari que dá risada- Vim ajudar vcs e trouxe isso- vai até a porta e volta com uma jbl e batemos palmas. E então nos três começamos a limpar a casa, vasculhando e jogando água pra todo lado, a fome começa a bater, terminamos tudo antes das 17hrs, mas tbm com três pessoas limpando. Eu- Acho que já podemos descer as coisas que estão lá no carro. Mari- Vamos lá gravidinha- saímos nós três de dentro da casa e só aí eu reparo que na esquina da casa tem um bar. Vick- Podemos ir lá comer algo depois daqui- fala sugerindo e eu concordo. Começamos a pegar as coisas e elas não deixam eu pegar os pesados e quando tô sozinha lá na rua e pego o microondas. Hg- Vc não devia tá pegando peso assim- fala pegando o microondas das minhas mãos e eu fico sem reação. Ele entra na casa sem esperar eu falar nada, então pego outra coisa e entro, me encosto na bancada me sentindo tonta. Vick- Tá tudo bem Ana Flávia?- pergunta e eu concordo. Eu- Acho que só estou a muito tempo sem comer. Mari- Vamos lá comer então, depois terminamos aqui. Vamos pro pequeno bar onde tem algumas pessoa, pessoas essas que ficam me encarando e eu morrendo de vergonha, mas já tô acostumada com isso no morro.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR