Capítulo 21

1072 Palavras
- E agora?- perguntei, parando o beijo, eu queria saber o depois, não queria que fosse só isso. Bruno: Agora eu tenho que ir lá na boca, resolver umas coisas.- respondeu - Você sabe muito bem que não é disso que eu estou falando.- Falei me afastando dele ficando de braços cruzados. Bruno: Calma morena, eu sei muito bem sobre oque você está falando, só acho que agora não é o momento certo pra conversamos sobre isso. - E quando vai ser o momento certo?- ele não vai me enrolar Bruno: Olha, acabou de ter uma invasão no morro, eu preciso ir lá ver oque aconteceu, eu queria muito ficar aqui com você, mas agora eu não posso.- começou a distribuir beijos no meu rosto, na tentativa de me tapear e conseguiu. - Tudo bem, me deixa em casa então. Bruno: Achei que ia dormir aqui coladinho comigo.- falou - Amanhã eu tenho que ir pro trabalho e não tem nada meu aqui.- respondi Bruno: Tá bom então, vamos, vou te deixar em casa.- foi em direção a mesa de centro e pegou a chave do carro, Bruno não gosta de andar de carro o negocio dele é moto. Mas como ele tinha largado a moto lá em cima, agora vai ter que usar o carro. Saimos e o carro dele tava estacionado do outro lado da rua, em frente a sua casa, entramos no carro e o celular dele começou a tocar, ele pegou o celular de dentro do bolso e tava lá a foto da outra, tava ligando pra ele. - Não vai atender?- perguntei Bruno: Não.- respondeu desligando a ligação, fechei logo minha cara, se ele tá achando que vai ficar com as duas ele está muito enganado, ele vai ter que escolher, ou eu ou ela. Vai botar um ponto final definitivo, não quero saber desse negocio de ser amiguinhos não, não sou palhaça. Bruno: Oque foi agora, Emilly?- Cinico, ele sabe muito bem oque foi. - Você vai ter que resolver sua vida Bruno, eu não vou aceitar ficar nessa situação com você.- falei cruzando os braços. Bruno: Eu sei n**a, mas eu preciso que entenda, que eu não posso falar uma coisa dessa por telefone, seria falta de consideração. - Se vocês não tem nada, como você mesmo diz, não tem porquê ter tanta cerimônia. Bruno: Não temos nada, mas a gente fica de vez em quando, não é nada sério e também ela me fortaleceu quando eu tava preso. Sério, tem certas coisas que eu prefiro não ouvir e essa é uma delas. - Bruno, eu não estive presente com você nesse momento, porque você não quis, você não deixou.- falei Bruno: Eu sei Emilly, não é sobre isso.- parou o carro em frente a minha casa, mas eu não ia descer até terminar a conversar. - É sobre o que então?- perguntei Bruno: Depois a gente conversa melhor sobre isso, agora eu tenho que ir.- Nem respondi nada, sair de dentro do carro dele batendo a porta. Assim que entrei em casa tava todo mundo lá na sala, Yasmin, minha vó e Ana. Maria: Aonde você estava Emilly? deixou todos nós aqui aflitos, preocupados, achamos que tinha acontecido alguma coisa.- Falou se levantando e vindo até me, minha vó não é de brigar com a gente assim, só quando a gente vacila feio, que foi o meu caso agora. - Me desculpa vó, eu tava lá em cima ai na hora dos tiros eu tava com Bruno, ele me levou pra casa dele pra eu me acalmar, me desculpa eu nem pensei em ligar pra senhora.- falei Maria: Que isso não se repita nunca mais, olha o susto que você deu na gente.- falou colocando a mão no peito - Me perdoa vó, isso não vai se repetir. Maria: Tudo bem, pode ir, eu sei que vocês tão doidas pra colocar a fofoca em dia.- falou fazendo a gente rir, subimos direto pro meu quarto. Ana: Conta tudo.- falou se sentando na cama junto com Yasmin, comecei a contar a elas oque aconteceu, tudo do inicio, e elas ouviu tudo sem interromper, só abria a boca sem acreditar. Yasmin: Em tempo de ter acontecido alguma coisa com vocês, que sufoco vocês passaram.- falou assim que terminei de contar e eu concordei com a cabeça Ana: Foi Deus mesmo que protegeu vocês de uma bala perdida, porque foi tanto tiro, não sei como vocês conseguem viver assim. - A gente já ta acostumado, tantos anos vivendo assim, que já se acostumamos.- falei Yasmin: Até agora eu não acredito que depois daquele sufoco todo, você e Bruno se entenderam, finalmente. Ana: Tomara que agora dê certo né. Yasmin: Quero só ver a cara da Gabriela quando souber disso.- falou rindo - Calma, eu ainda não sei oque a gente tem, ele não deixou nada certo, tá tudo muito vago ainda. Yasmin: Para de noia cara, Bruno te ama, tá na cara que ele vai querer algo serio contigo.- Eu estava tentando ao maximo não criar esperança, não queria cair do penhasco mais uma vez, então eu prefiro manter meus dois pés no chão. - Não quero criar tanta expectativa- falei Ana: Tem razão, é melhor assim. - Mas eai, oque rolou depois que eu sair?- perguntei Yasmin: Nada demais, Ana ficou com D2, Gabriela ficou indo atrás de Bruno, mas ele nem deu bola, assim que terminou o jogo ele foi atrás de você. Ana: Afinal, aonde você tava?- perguntou, quando eu ia responder, Yasmin foi mais rapida Yasmin: Emilly sempre que precisa pensar, ela corre pro pico do morro, lá já é considerado o lugar deles. Ana: Eu só sei que a outra lá ficou uma fera, quando Bruno saiu e largou ela lá.- eu não aguentei tive que rir - Por isso que ela tava ligando pra ele e ele sem querer atender.- disse me lembrando do momento no carro. - Vocês acham mesmo que ele vai querer ficar comigo? Yasmin: Claro que sim, Bruno te adora ele só não ta sabendo lidar com isso. Sentir meu celular vibrar no meu bolso, tirei pra ver quem era e era uma ligação de um numero desconhecido, fiquei pensando se atendia ou não. Inicio da ligação: - Alô.- falei XXX: Finalmente consegui seu numero.- eu congelei na hora - Como você conseguiu meu numero? Caique: Isso é facil pra mim, mas eai, tá livre hoje? Continua...
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