Capítulo 10

1146 Palavras
Emilly narrando: Eu não vou mentir que depois da conversa que tive com Yasmin, eu fiquei muito pensativa, depois que ela falou aquelas coisas, aquelas suposições, que não dar pra negar que faz um pouco de sentindo. Eu tava com medo do que podia acontecer, eu não conseguir nem sair do quarto mais, estava evitando me esbarrar com meu tio, não sei como reagiria olhando pra ele, então prefirir ficar dentro do quarto. Minha vó tinha vindo aqui algumas vezes me chamar pra tomar café, eu inventei que tava com dor de cabeça e pelo oque eu ouvir Yasmin fez a mesma coisa. Por um lado eu me sentia "m*l" porque as vezes isso só pode ser coisa da nossa cabeça e nos está julgando alguém inocente, mas por outro, eu tinha medo que fosse verdade. Não por meu tio, porque ele nunca foi tão proximo de me, ele sempre passou mais tempo no trabalho, era mais por minha prima, por Bruno. Peguei meu celular pra mandar mensagem pra ele e vi que o visto por ultimo tava de hoje de tarde, então eu preferi ligar, nem sabia se ele iria atender, já estava quase desistindo, já tava no quarto toque quando ele decidiu atender. Inicio da ligação: Bruno: Oi.- a voz dele tava super seria, muito diferente do normal. - Tá aonde?- perguntei direta Bruno: descendo pra casa agora, oque foi?.- olhei a hora e vi que já era 00:45 - Vem me busca, não quero ficar aqui hoje.- falei, possa ser que eu me arrependa depois, mas eu sei que ele ta bolado e precisa de companhia. Ele ficou em silencio durante um tempo, depois respondeu Bruno: Chego em 5 minutos, me espera ai fora. Fim da ligação Desligou na minha cara, vagabundo. Agora que vim notar né, que eu não tinha nem ajeitado nada pra dormir fora, então dei um pulo da cama e comecei arrumar as coisas na mochila, a roupa pra trabalhar amanhã, tudo que ia precisar, depois que arrumei a sacola, fui me ajeitar e ele ja tá ligando. Recusei a chamada e apareci da janela pedindo pra ele esperar, tava com roupa de dormir, só coloquei um short jens por cima do short de dormir e um moletom, fiz um coque no cabelo e desci. Já tava todo mundo dormindo, mandei uma mensagem no w******p pra Yasmin, avisando que iria dormir na casa do Bruno, ela nem visualizou, já deve está dormindo também. Sai de casa e fui em direção a Bruno, que estava lá do outro lado da rua, todo encapuzado, de braços cruzados. Bruno: Que demora, tô cansadão, doido pra me deitar.- Falou subindo na moto e me dando a mão pra me ajudar a subir. - tava arrumando as coisas da faculdade e pra ir trabalhar amanhã.- falei Bruno: Por que não ajeitou logo isso?- falou ligando a moto e saindo dali. - Para de reclamar vai.- falei. A rua tava um deserto, só tinha os cara do movimento, vendendo suas mercadorias e fazendo a monitoração. Eu já tinha ido na casa de Bruno antes, claro né, eramos amigos e amigos vão na casa um do outro, ele mora um pouco mais pra cima, não era uma casa enorme, nem muito pequena. Não é nenhuma mansão, até porque não vai achar isso aqui no morro é uma casa normal, uma casa com laje, quintal, varanda e dois pitibul, Bruno é apaixonado nesses cachorros. Quando ele foi preso, logo no início, eu vim aqui dois dias colocar comida e água, morrendo de medo de perder a perna os bichos era quase do meu tamanho e eu nem sou tão pequena. Mas depois eu parei de vim, ai Bruno mandou Borges arrumar alguém pra vim cuidar da casa e colocar a comida pros cachorro. Ele estacionou a moto na frente da casa e por incrivel que pareça os cachorros não estava lá, provavelmente estavam no quintal, entramos dentro de casa e estava tudo do mesmo jeito, igual da ultima vez que estive lá. Bruno: Quer comer alguma coisa?- falou jogando a chave e o celular em cima da mesinha de centro. E assim que ele colocou o celular lá ele começou a tocar, e eu olhei e tava lá a foto da mesma menina, a cacheada. Revirei o olho e fui em direção ao corredor, onde ficava os quartos, pra dar privacidade a ele pra falar com ela, no caminho ainda conseguir ele falar um "Oi" seco, mas nem liguei. Entrei dentro do quarto e joguei minha mochila em cima da cama, o quarto continuava o mesmo, uma cama, um guarda roupa, uma telivisão na parede e o video game, que é de lei. Bruno:Vai querer comer alguma coisa?- perguntou entrando no quarto e tirando a camisa, nenhuma novidade, já vi ele sem camisa milhares de vezes, mas agora tava diferente, tinha uma tatuagem no peito, uma cicatriz na cintura. - Não sabia que tinha feito novas tatuagens.- falei olhando pra ele. Bruno: eu fiz recentemente, quando saí da cadeia, ainda tá cicatrizando.- falou, um amor, como sempre, Bruno quando tá bolado é insuportavel. - Tem oque pra comer?- perguntei mudando de assunto Bruno: bora na cozinha ver.- falou saindo do quarto e eu fui atrás dele. Bruno narrando: Pode não parecer, mas eu estava muito melhor por ela está ali comigo, eu só estava um pouco pensativo, mas Emilly sabe como eu sou quando estou assim. Já me estressei logo com Gabriela, que nada, não é nada minha, a gente só fica de vez em quando e ela fica nesse aperto de mente do c*****o. Cortei logo as asas dela, pra ela procurar o lugar dela, já se viu ficante ficar nessa cobrança, a mulher passou o dia todo me ligando, eu estou sempre com o celular na mão se eu não atendi da primeira vez, não vou atender agora de madrugada. Emily já ficou bolada que eu sei, conheço logo, mas ela quis disfarçar, então eu nem toquei no assunto pra não causar confusão. Emilly: Você acha que ele pode está envolvido na morte do seu amigo?- perguntou do nada e eu olhei pra ela sem saber oque responder, a pergunta dela tinha me pego totalmente de surpresa. - Acho.- respondi, eu não queria conversar sobre isso, ainda mais com ela. Emilly: Se for verdade, oque vai acontecer com ele?- perguntou No fundo ela sabia a resposta, so que parecia que ela queria ouvir isso da minha boca, mas eu não queria falar, não queria mostrar esse meu lado a ela. Ela nunca mais me veria da mesma forma, Emilly sabe oque eu faço, mas ela nunca me viu fazer, nunca me viu falar, sempre ouviu por conversas da rua. Ouvir da boca dos outros é muito diferente de ver ou de ouvir daquela pessoa. Continua... Se fossem vocês no lugar do Bruno, oque vocês fariam?
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