Cassandra Eu choro, grito e chuto, mas quanto mais resisto, mais fundo afundo na água. O som de um tiro ecoa nos meus ouvidos e, de repente, o corpo ensanguentado do meu marido jaz diante de mim. Tento chamá-lo, mas um curativo sobre os meus lábios me impede. Eu pulo e de repente me encontro num quarto, um Adriano mais jovem me cumprimenta na porta. Quero correr para os braços dele, mas uma arma presa às minhas costas impede qualquer movimento. Ele me envolve com os braços antes de me dar um beijo de desejo, um beijo que parece uma despedida. — Olhe nos meus olhos, cara. Ele exige, enquanto alguém me aperta por trás. — Concentre-se em mim, só em mim. Mais uma vez, a minha garganta se fecha e não consigo pronunciar uma palavra. — Eu sempre vou te encontrar. O corpo do meu marido desab

