Cassandra Olho para o relógio mais uma vez enquanto a mãe da minha paciente tagarela, como se fôssemos amigas de longa data. Essa é a rotina diária. As mulheres de Florença querem me conhecer e gostar de mim simplesmente porque sou casada com Adriano Di Lauro. É um incômodo, e embora eu muitas vezes não tenha problemas para sorrir ou manter a conversa, hoje estou apenas rezando para que ela pare de tagarelar e me deixe ir ao refeitório. Como de costume, já passei da minha hora de almoço e estou morrendo de fome. — Bem, o meu marido está me esperando lá fora. As palavras tão esperadas finalmente chegam. — Acho que nos vemos na próxima consulta... ou talvez... Não tenho tempo para responder. — Possamos nos encontrar um dia desses para tomar um drinque. — Tenho certeza que sim. Me despeço

