Krampus Eu vi a mãe de Analia se aproximar, os olhos ainda úmidos de lágrimas enquanto segurava delicadamente as mãos da filha. Ela se ajoelhou ao lado da cama, beijando os dedos de Analia com tanta ternura que parecia querer apagar, naquele gesto, todos os anos de distância e dor. — Eu não fiz por m.al... — sua voz quebrou, quase inaudível. — Mas... Analia, com a voz fraca, mas firme, a interrompeu: — Agora não, mãe. Outra hora. Agora não quero explicações... — Ela fechou os olhos e virou o rosto, respirando fundo. — Eu só preciso de um pouco de colo... Ela olhou para minha mãe, com um olhar carregado de culpa e esperança: — Mamãe, vai ficar chateada? — Não, não, criança. Eu entendo muito bem. — A minha respondeu com aquele tom reconfortante, com a suavidade que só uma verdadeira m

