Samuel bambeia e parece mudar de ideia em relação a ficar em pé. Se senta na cama, jogando todo o seu peso, o olhar dele era de completa perplexidade. Tudo bem, sei que pedir demissão foi uma escolha um pouco... Inesperada. Passei esses dois dias isolada, pensando em uma maneira de resolver essa situação. Dizer um "Eu sou a misteriosa mascarada dos seus sonhos mais pervertidos" não está em questão. Ele provavelmente teria um infarto e eu não quero virar uma viúva "platônica". A melhor solução é sumir da vida dele, por mais que eu vá sentir falta de trabalhar até de madrugada, traçando estratégias de negociação, vê-lo confuso com algumas coisas de finanças e me admirar com o dom que ele tem de administrar e comandar a agência. É preciso abrir mão de certas pessoas para não fazê-las sofrer

