O silêncio que se seguiu à batalha foi pior do que o barulho da guerra. A alcatéia estava de pé, mas ferida. O território resistira, porém todos sabiam que aquilo não tinha sido o ataque final. Os lobos sombrios haviam recuado cedo demais. Como se tivessem recebido uma ordem clara para não avançar além daquele ponto. Paulo observava o horizonte do alto da torre principal. Seus olhos estavam atentos, mas sua mente estava inquieta. Ele reconhecia aquele tipo de inimigo. Um inimigo que estuda, testa, provoca e só então ataca com força total. Clara subiu até ele em silêncio. Ela também sentia. O ar ainda carregava aquela energia pesada, quase sufocante. Algo antigo. Algo inteligente. Ela disse que aquela força não agia por impulso. Paulo concordou. Disse que estavam lidando com alguém

