Laura A tarde tinha sido tranquila. Amira tinha tirado um longo cochilo, e eu aproveitei para dobrar as suas roupas, preparar algumas coisas para o casamento de domingo e fazer uma lista de compras. Arte deveria ter chegado em casa há uma hora. Tentei não pensar m*al. O trabalho dele às vezes se arrastava, especialmente nessas semanas que antecederam o prazo de entrega do imposto de renda. Mandei uma mensagem para ele. Nada. Liguei. O telefone tocou, mas ele não atendeu. Esperei mais vinte minutos. Liguei novamente. Nada. Algo me embrulhou o estômago. Fui até a cozinha, servi um copo d'água e voltei para o quarto. Olhei pela janela. Nada. Ele continuou sem responder. Quando deu nove horas da noite, o medo começou a se acumular no meu peito. — Rosa, ele disse que viria direto do trabal

