Na semana seguinte, entrei na sala de descanso esperando que o café restaurasse um pouco da minha alma. Era quinta-feira, a semana eterna, e a reunião com os auditores havia espremido cada neurônio que ainda me restava vivo. Prendi o meu cabelo num ra*bo de cavalo improvisado, suspirei e abri a gaveta onde sempre ficavam as xícaras. — Posso ajudá-lo com isso, contadora Levoh? Disse uma voz masculina à minha esquerda. Virei o rosto com um meio sorriso. Era Erikson Mayer, do departamento de design. Alegre, simpático, um daqueles caras que sempre tem uma piada pronta. Um ano mais novo que eu, charmoso e, para ser sincera, bastante atraente. — Obrigado, Erikson, mas isso não é necessário. Só preciso de cafeína e oxigênio. Brinquei enquanto enchia o copo. — Nessa ordem, hein? Ele riu, enc

