Episódio 29

1944 Palavras

Laura Amira tinha a bochecha pressionada contra o meu braço, um dos seus cachos desgrenhado e a boca ligeiramente aberta. Levei alguns segundos — talvez minutos — para registrar aquele momento. A paz do seu rosto, a sua mãozinha agarrando a manga da minha camisola. Essa foi a imagem perfeita de um bom dia. Me movi com cuidado para não acordá-la de repente. Eu não consegui. Ela abriu os olhos meio-adormecida e soltou um gemido suave, como se estivesse reclamando comigo por estourar a sua bolha de sonho. — Bom dia, meu amor. Sussurrei, beijando a sua testa quente. Ela se espreguiçou como um gatinho, esfregou os olhos com os punhos fechados e então sorriu para mim com a sua boca faltando dentes. Isso me derreteu. — Você quer café da manhã, meu amor? Ela não respondeu com palavras, mas a

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