Episódio 42

1777 Palavras

Os monitores continuaram a mostrar os seus sinais vitais num ritmo constante e, pela primeira vez em dias, me permiti respirar um pouco mais calmamente. Eu estava sentado na poltrona ao lado da cama dela, acariciando os seus cabelos, quando ouvi uma leve batida na porta. Virei-me e vi a mãe de Arte entrar com passos lentos e uma expressão séria. — Posso entrar? Ela perguntou, com a voz mais suave do que eu estava acostumado a ouvir. Assenti. — Claro. Amira está dormindo, mas a febre passou. Os médicos dizem que a sua recuperação está no caminho certo. Ela se aproximou elegantemente. Vestia um terno bege perfeitamente passado e carregava uma pequena bolsa pendurada no antebraço. Mas, além da sua aparência impecável, havia algo diferente no seu olhar: menos julgamento, mais humanidade.

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