Episódio 38

1298 Palavras

LAURA As longas noites muitas vezes tinham um silêncio diferente, como se a escuridão pesasse mais quando uma mãe não podia fazer nada. Amira chorava inconsolavelmente, seu corpinho tremendo de febre e seus olhos vidrados de dor. E eu, eu não tinha nada além dos meus braços para confortá-la. — Shh, meu amor... shh... A mamãe chegou. Eu sussurrava sem parar, embalando-a desesperadamente. A enfermeira conferiu os medicamentos ao lado da mesinha no canto. Os seus passos eram rápidos e eficientes, mas o seu olhar não conseguia esconder a sua compaixão. O rosto de Amira estava vermelho, as suas bochechas queimando e o seu corpo encharcado de suor. Cada vez que ela tentava falar, apenas gaguejava soluços e se agarrava a mim como se eu pudesse estancar a dor. — Vamos tentar um banho morno, Do

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