-Um amargo doce:

1080 Palavras
Já faz quase uma semana em que comecei a viver nesse novo mundo novo, neu corpo mudou drasticamente e as coisas que fazia antes já não são mais possíveis, mesmo com a ajuda de Gilbert e Quac ainda não consigo parar de pé, e sempre acabo levando bronca do Quac. Eu não posso comer, não posso andar, não posso falar na frente das outras pessoas, não posso escolher o que vou fazer, o que vou vestir e aonde eu vou ir, pois é sempre o Miguel que escolhe por mim, mas não que isso seja r**m e sufocante, pois não é tão diferente da minha antiga vida, pela mesma razão que todos sofrem, todos somos ditados por regras que estão afundadas na nossa sociedade, desde as roupas que vestimos, de como comer, como se sentar, como se portar em público, a quem devemos amar, e principalmente o padrão que devemos seguir, quem devemos achar atraente e quem devemos achar f**o, quem é superior e quem é inferior. Na minha antiga vida eu vivia em um mundo de propagandas enganosas, pessoas competitivas e niveis de padrões estesticos no alto de tudo, e o ditador que movia tudo isso era o dinheiro criado pelos próprios humanos, nós inconsientemente forjamos as correntes que hoje prendem a nós mesmo, aos bebês e crianças qiue nascerão nesse caos e que seram ensinadas a seguir e apoiar essas regras; O mundo em que eu vivia antes estava sujo, cheio de impuresas geradas pela maldade humana, o resultado de vários atos errados que ao se acomularem se transformaram no mundo em que vivemos hoje, o mundo em que o Miguel vive hoje. Eu tenho que fazer o melhor para curtir essa nova vida! A Páscoa finalmente chegou e Miguel estava muito contente e ansioso com a visita do coelhinho da Páscoa, eu estava satisfeita ao ve-lo assim, olha-lo expressando tanta alegria me fazia me lembrar da minha infância e de como eu era inocente e puro, e também como eu parecia uma bolinha correndo pela casa. Mas algo ainda me incomodava era sábado Aleuia e os pais de Miguel não aviam dado as caras, eu quero que o Miguel tenha uma boa Páscoa e não que isso se torne uma memória traumatica da vida dele, isso vai ser complicado já que eu ainda não sei andar e tal, mas eu vou dar meu jeito...Vai ser tipo um otme game. (Vamos lá Lili afinal eu sou uma coelha reencarnada, eu consigo! Além disso mentalmente eu tenho 15 anos e tem muita coisa que eu ainda não sei sobre a reencarnação e nem ao certo em que ano estou. Será que eu pulei direto para 2022? Eu preciso descobrir). Miguel avia me deixado no quarto dessa vez, ele avia ido para o banho e era a oportunidade perfeita para tentar andar. Eu estava encima da cama junto aos traveseiros, como ainda não sabia andar eu que estava sentada me debrucei encima da cama e fui me arastando como uma minhoca, em seguida rolei até cair no chão. -Lili:-Ai, se eu não fosse de pelúcia sinto que teria quebrado uma costela, mas agora deixando de lado a palhaçada vamos até a brinquedoteca a Gilbert fica por lá. Me arastando no chão eu seguia me afastando cada vez mais da cama. -Lili:-Eu desisto eu não consigo, quem foi que fez um quarto tão grande! (Como sinto falta das minhas pernas, eram bem gordinhas mais andavam...E agora o Miguel logo saira do banho e eu não tive nem um progresso na minha investigação, e muito menos em ir a brinquedoteca). -Lili:-Eu sou mesmo uma coelha inútil! Foi o que pensei até que ouvi um barulho vindo da maçaneta da porta, eu fiquei assustada mas sabia que provavelmente seria o Miguel, mas eu estava muito enganda. Da porta saia um homem alto, magro e belo, ele vestia um terno e gravata, e da minha posição me fazia sentir medo dele. -Miguel:-Papai! -Eu já disse para me chamar de Richard! -Miguel:-Desculpa Richadi. -Richard:- É vergonhoso eu ter um filho como você. -Miguel:-Por que? -Richard:-Você não se parece nem um pouco comigo e ainda é todo gorducho. Nessa hora Miguel fez uma cara de choro. -Richard:-Onde está aquela vafia da sua mãe! -Miguel:-Ela saio papai..Richadi.. -Richard:-Que coisa rosa é essa no chão? Miguel me recolheu do chão e em seguida me abraçou. -Miguel:- É a Lili, mimha amiga. -Richard:-Quem te deu alorização para comprar esses brinquedos de menina, que saiba eu botei um homem nessa casa! Eu estava com medo, mas com mais raiva daquele homem que dizia ser o pai de Miguel, ele gritava enquanto nós encuralava na parade pronto para me arancar da mão do Miguel. -Miguel:-Desculpa papai eu não vou mais comprar coisas de menina mas não leva a Lili! Disse Miguel chorando. -Richard:-Tenho um compromisso importante agora, e é bom mesmo se não irei joga-la fora. Richard se retirou do quarto e Miguel ficou ali parado chorando, suas lágrimas escorriam do seu rosto e caiam em cima de mim, eu me sentia frustada, ve-lo chorar na minha frente e eu não poder fazer nada para ajudar, isso realmente me magoava, eu queria poder dizer alguna coisa, fazer alguma coisa mais eu congelei não podia dizer ou fazer nada. (Por que eu sou tão inútil? Por que isso doi tanto? É como se eu senti-se a dor dele, e mesmo assim tenho que ficar parada só assistindo, eu achei que curtiria a minha noba vida, mais será que eu também estava erada nisso?). No dia seguinte na Páscoa, Miguel estava na sala de estar enfrente a televisão, em suas mãos estavam eu e um ovo de Páscoa e no chão mais alguns, todos de grandes marcas. -Miguel:-Olha Lili o coelhinho da Páscoa veio, você deve estar feliz afinal essa é a sua primeira Páscoa. (Ele parece triste, mas é claro que está triste, sou uma coelha burra. Estranho mesmo srndo ricos essa televisão parece um pouco antiga, a tela é mais fina do que as de tubo mais ela ainda é de tubo...Será? Não pode ser? Eles devem ser aqueles ricos conservadores que gostam de tudo antigo). Eu passei a manhã inteira vendo o Miguel se entupir de chocolate, gostaria de pider mostrar o quanto me importo com ele e que estou aqui, será que um dia poderei falar com o Miguel? Tenho que esperar para ver que rumo essa minha vida vai levar, mas será que isso pode ser considerado vida?
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