-Acho que estou amadurecendo:

1021 Palavras
Já faz um tempo desde que decidimos deixar a vida fluir de uma maneira mais livre, estemos quase no fim do ano e o clima de Natal já chega a casa, graças a Gilbert que por telefone marcou uma consulta com a psicóloga em voz anonima Miguel agora está melhor com suas compulsões, ele frequenta psicologa três vezes por semana, mesmo com seus pais na maior parte do tempo ausentes Miguel tem conseguido se adaptar bem mais a essa situação, agora ele entende melhor como as coisas funcionam e até mesmo conseguiu fazer mais algumas amizades, mas eu não parei de vigia-lo não! Muito pelo contrário eu estou sempre atenta a tudo o que acontece a sua volta e até sei da sua rotina, mas isso não importa acho que eu não preciso falar esse tipo de coisa com alguém que nem ao menos conheço. Mas mudando de assunto estou bem mais calma agora, estou tentando não levar tudo ao estremo, e tentarei agir com mais calma e racionamento, controlando assim minha impulsividade mesmo que seja difícil, muito difícil, não vou mentir as vezes eu ainda esplodo mas tá tudo bem é com menos frequencia agora. Miguel andou doando varios de seus brinquedos, e por sorte o Quac não vai junto, tenho medo que um dia vá me separar dos meus novos amigo, não para mim são mais do que amigos são minha familia, uma familia que eu achei...Fora nós três não tem mais sinal de nenhum outro brinquedo reencarnado pela casa, bem que eu suspeitava que são raras as ocasiões e ultimamente os brinquedos do Miguel tem sido mais tecnologicos, pelo menos quando pequena era o mais perto de um robô pra mim. Eu ainda não entendo porque estou no passado antes que me pergunte, mas eu entendo algumas coisas sobre os brinquedos e as crianças, parece que quanto mais atenção e amor a criança da ao brinquedo mais coisas ele consegue fazer, tipo uma evolução mas só acontece nos reencarnados, no meu caso eu já consigo correr, saltar, e até carregar e levantar objetos, e isso é incrível para uma coelha de pelúcia, logico que é uma coisa que qualquer criança de uns três anos conseguiria, mas não estrague minha felicidade seu invejoso! Olha eu acha que tô ficando mais louca do que o normal, as vezes quando estou sozinha eu fico criando cenas na minha cabeça o quê é normal pra mim lembra meua mundos, mas agora eu choro, dou risada, e até fico brava sozinha, a Gilbert até me disse que tem vezes que eu fico parada por tempão depois do nada volto ao normal, sério eu é que devia começar a fazer terapia e não o Miguel. Quando ele vai na psicóloga eu sempre vou com ele e isso até que é legal a gente brinca um montão juntos, é até é bom ver o que o Miguel vai dizer nessa hora, eu gosto de acompanhar o Miguel; Depois que saimos de lá sempre paramos para brincar bo parque e tomar sorvete, particularmente minha parte preferida, eu nunca gostei de ir a psicologas mas ir com o Miguel não é tão r**m, quando ele começa a inventar brincadeiras e a criar histórias e personagens eu consigo ve-as criando forma, como brinquedo eu me torno parte da história e entro no mundo do Miguel, partircularmente falando eu acho isso incrível, é uma forma de conexão que criamos, nesse momento é aonde eu posso interagir com o Miguel, e sei que ele também hosta disso. Qualquer pesoa não entenderia esse momento, a visão de uma criança do mundo a sua volta, eu como adolescente não entendia, eu só tinha essa minha perspectiva de mundo quando criança, todos a tivemos quando fomos mais jovens, todos! E torno a dizer que todos já tivemos essa pureza e inocencia o que nos fazia entrar em contato com esses mundos, e eu adoro o mundo do Migiel, mesmo que os outros não enxerguem e nos julguem enquanto estamos dentro desse mundo nada nos atinge, é como se estivessemos protegidos em uma espécie de bolha anti- críticas, fugindo da realidade e de seus problemas, eu sempre achei que estava sozinha com meus mundos mas ao passar tanto tempo com o Miguel descobri que todos o temos, ou já tivemos em algum momento de nossas vidas. Miguel cresceu bastante nesse ano que se passou, minha bolinha adoravel agora está um pouco maior, e eu já não estou mais tão fofa como antes, em um ou dois anos serei um pano imundo cheio de costuras, mas espero que até lá possa visitar ainda mais mundos com o Miguel. Desde que vim para junto do Miguel em várias noites tenho sonhado com minha infância, até mesmo com coisas que não lembrava mais, e em muitos desses momentos o Pikathu estava comigo, isso faz eu me perguntar se ele era um reencarnado e se for eu devo o ter feito sofrer muito, ele estava lá quando eu morri, eu queria poder ver ele de novo...Durante a minha infância ouve sim momentos tristes, momentos que eu não quero me lembrar, mas também momentos felizes momentos em familia com minha mãe e meu pai juntos, minha avó, e as festas com meus primos e todos os parentes reunidos, sinto falta disso, foi difícil aceitar essa mudança e ainda me doi lembrar que um dia foi asdim, e agora o que minha mãe se tornou? Eu ao menos sei aonde meu pai está agora, e minha avó pide morrer a qualquer momento, eu sei que a culpa de tudo no fim goi minha, eu sei disso, e ainda sim eu escolhi fugir me matando, talvez o real motivo de eu ter morrido não foi o uso dos remédios que me impediam de voltar as meus mundos mas sim ter que suportar a realidade em que minha vida se encontrava. Mas agora isso não me importa mais, agora a minhas preocupações são outras, minha vida é outra, mas de vez enquando ainda sinto saudade daquilo que deixei lá, quem sabe se eu tivesse sido mais forte as coisas teriam sido melhor?
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