Não sou mais a mesma de antes, consertesa deixei de ser ela no dia em que morri, eu não fasso mais nada sozinha e minhas preocupações estão ligadas a uma só pessoa, e como brinquedo o meu dever com essa pessoa é estar disponível a qualquer momento que ele precisar e pra que precisar, mas isso me incomo eu me sinto frustada por não fazer nada para ajudar, nada para melhorar a vida dele, na realidade eu só posso observar ele crescer. Antes de morrer eu já não me preucupava com esse tipo de coisa, não avia mais ninguém que me prendece aquele mundo, eu estava cansada de enfrentar sempre as mesmas coisas, mas e agora eu como Lili mesmo que tenha mudado um pouco meu jeito de pensar não posso fazer nada....Eu no fim ainda sou a mesma Melissa que deixava que os outros controlassem a vida dela, pior ainda agora eu nem posso tomar decisões sozinha, eu achava que se tivesse outra chance faria melhor mais agora que tive não consegui fazer nada, nem ajudar ao menos uma criança. Afinal qual o objetivo da vida? Eu espero que não seja apenas ve-la passar, as horas, o tempo, os dias passam muito rápido, hoje o Miguel tem 5 anos, amanhã ele terá 6 anos e assim por diante, quanto tempo mais eu vou ter que ficar apenas observando? Será que um dia eu poderei fazwr alguma coisa para impedir isso? Eu já não sei, eu não sei mais o que fazer para ajudar meu garoto, eu já não sei mais o que fazer para concertar minha vida.
Dessa vez quando o Miguel foi para escla eu fui com ele escondida dentro da mochila, eu sabia a conseguencias que isso poderia causar se eu fosse pega mais eu tinha que agir, afinal o que vai adiantar ter reencarnado se eu ainda cometo os mesmos erros de antes, se eu não vivo observo.
Como sempre naquele dia Miguel se escondeu buscando se isolar das outras crianças, ele estava escondido perto da horta da escola, ele ficava agachado chorando em silêncio com medo de que alguém o ouvisse e o encontrasse, eu estava com muita vontade de anima-lo mais acho que só conseguiria assusta-lo assim.
(Eu tenho que fazer alguma coisa para distrair o Miguel, deve ter pelo menos uma criança boa nesse lugar, vou fazsr o que a Gilbert falou, talvez eu consiga arrumar um amigo para o Miguel, mas como vou fazer issso?).
Eu já tinha um plano em mente, agora eu precisa que o Miguel andasse pela escola, assim eu poderia ver as outras crianças. Miguel continuava ali sozinho, até que o sinal tocou, Miguel foi para dentro da sala de aula, e junto com ele eu fui também, na sala aviam 16 crianças de sua maioria meninas, Miguel sentava no fundo da sala em um canto próximo a janela, a sala era limpa e branquinha, em cima das mesas e cadeiras não tinham nenhum risquinho sequer, e mesmo estando passando da metade do ano a salaainda cherava novo, e instalado na sala aviam dois ares condicionados. Ao ver uma sala tão bela eu fiquei pasma, pois nas escolas públicas não tinha esse luxo com as salas, mas depois de superar a minha inveja eu dei uma bisbilhotadas nas crianças, elas estavam todas bem arrumadas com seus limpos uniformes e seu material escolar estava como novo, na verdade as meninas tinham tanto material que não conseguiam usar tudo; Eu fiquei admirada de ver essa sala e essas crianças, além disso elas conversavam baixo sem fazer escanda-lo ou dar gargalhadas na hora de rir, essa deveria ser a escola perfeita para um professor dar aula pelo menos era o que se aparentava.
-Lili:-Nossa o que essas crianças tem de bem vestidas, tem em dibro de falsidade, aposto que é tudo naris em pé.
(Opa pensei alto de mais....Espero que ninguém tenha escutado).
Para minha sorte minha voz passou despercebida, ainda bem. A aula tomou seu curso logo e ninguém ainda tinha falado com o Miguel e ele também não parecia querer puxar assunto, a professora fazia perguntas constantes, assim testando o conhecimento obtido na aula anterior; Miguel sabia das repostas mas ele sentia vergonha de falar em voz alta, eles agora praticavam escrita, Migueo tinha certa dificuldade de escreveralgumas letras e sua leitura também engasgavana mesma, quando isso acontecia as crianças ao seu redor riam de Miguel, isso me deixava furiosa.
Finalmente chegou o recreio, a hora em que botaria o plano em prática, olhando as crianças eu não achei nenhuma que se interessasse em fazer amizade com Miguel, somente pessoas que queriam rir dele, isso me desanimou eu achei que conseguiria ajudar o Miguel a fazer algum amigo, mas antes que eu pensasse em desistir apareceu uma garota da mesma turma de Miguel, ela avia esquecido seu lanche, e estava sentada em um canto vendo os lancharem.
(Ai é agora a oportunidade de ouro para que o Miguel fassa uma amiga, só tenho que chamar a atenção dele).
Mas eu nem precisei fazer nada assim que Miguel a viu se aproximou dela.
-Miguel:-Oi, me chamo Miguel qual seu nome?
-Me chamo Clara.
-Miguel:-Vi que não trouxe lanche hoje.
-Clara:-É que eu acabei esquecendo.
-Miguel:-Por que não pede a suas amigas para que repartão com você?
-Clara:-Elas não são minhas amigas, e se elas descobrirem que não trouxe lanche ai sim será motivo de piada, eu não quero que elas riam de mim, mas eu também não quero passar fome.
-Miguel:-Se quiser posso dividir um pouco do meu lanche com você, eu sempre trago bastante e não me importaria em lhe dar metade.
-Clara:-Sério, obrigada.
Então Miguel e Clara dividiram o lanche de Miguel e em seguida passaram o resto do recreio junto conversando e brincando, e também fugindo das provocações das outras crianças, eu particularmente fiquei bastante orgulhosa do Miguel ter feito uma coleguinha na escola, e me senti gratificada de ter vindo escondida na escola, no fim acabou tudo bem, e provavelmente eu farei isso de novo.
(m*l posso esperar para ver a cara do Quac e da Gilbert quando contar o que fiz hoje, provavelmente vou levar uma bronca deles mas vou contar mesmo assim, e vou fazer o possível para agir de baixo dos panos de novo).
-Lili:-Eu não fiz nada mais foi divertido.