-Algo perdido:

814 Palavras
Depois do Natal veio o ano novo e como um estalo o ano acabou, minha memoria com o passar do tempo começou a se degradar, e as vezes eu já nem ao menos conseguia me lembrar de quem era eu, meu medo por mudanças aumentava e a ansieda por não saber quando seria descartada me matava. Hoje o Miguel tem seis anos, mas esse hoje já passou e os dias de amanhã tornaram-se hoje, o tempo está passando e eu estou envelhecendo, sinto que cada vez fasso menos parte do mundo do Miguel, as coisas na casa dele estão mudando de lugar, as pesoas também estão ficando diferentes, isso é assustador, agora o Miguel tem sete anos e o tempo continua a passar...Estou assustada com toda essa mudança, e isso me dá raiva. Hoje o Quac foi jogado fora... Ele simplismente foi descartado, o tempo dele com o Miguel se esgotou. Eu não sei o que acongece quando os brinquedos são jogados fora mas isso me pareceu tão triste, alguma parte de mim ali sabia que ele avia morrido mas como posso ter certeza disso? Gilbert não sorri mais para mim como antes, eu tenho medo de que as coisas continuem mudando, quando será que serei descartada também? O tempo continuou a passar e hoje o Miguel tem oito anos, seu jeito de falar está diferente mas ele ainda brinca comigo, ainda sou sua preferida, a maioria dos brinquedos da brinquedoteca de um ano a trás já não estão mais lá, e isso me assusta! A amizade entre Miguel e Clara ainda permanece intaquita, e eles fizeram mais amigos, hoje o Miguel não se importa tanto se seus oais estão em casa ou não, ele entende tudo o que acontece dentro de sua casa, ele não é mais aquela criança tão inocente, agora ele já conhece um pouco sobre a maldade humana, e também como momentos podem ser preciosos, e assin como eu ele aprendeu que as coisas mudam e que as vezes doi...Estou orgulhosa de ver o seu crescimento, mas ainda sim me entristece ver como o tempo passa rápido, eu e Gilbert já não nos falamos mais como antes, ela mudou bastante desde que o Quac se foi, mas o que podiamos fazer, o Miguel não tinha como saber que estamos vivos e para ele somos apenas brinquedos objetos, mas eu não hosto de pensar assim.... Meu pelo está bem danificado pelo tempo, a varias marcas de costura sobre meu corpo e em meus olhos estão alguns riscos de batida, é eu não estou mais tão fofinha, mas fico feliz do Miguel ainda me amar, isso é importante para mim, mas tem uma coisa estranha comigo, eu já não consigo me lembrar da minha outra vida e de quem eu era antes de ser a Lili...Mas acho que isso não é mais importante, afinal se fosse acho que eu não me esqueceria, né? Hoje eu fui na brinquedoteca falar com a Gilbert e ela me oarecia bastante triste. -Lili:-Oi Gilbert, como você está hoje? Disse subindo encima do baú aonde ela estava. -Gilbert:-Oh Lili..Eu só estava pensando. -Lili:-Pensando em que? Gilbert olhou para o chão e em seguina nos meus olhos. -Gilbert:-Lili você sabe quem você é? -Lili:-Mais que pergunta mais b***a, é claro que sim! Meu nome é Lili e faz três anos que sou brinquedo do Miguel. -Gilbert:- Não, estou falando de agora mas sim de antes da sua outra vida, eu tenho tentado me lembrar mas não tenho conseguido. -Lili:- É mesmo a outra vida, eu tenho só memorias vagas de antes...Mas é mesmo importante lembrar? -Gilbert:-Se não fosse importante eu nem estaria falando com você disso! -Lili:-Desculpa, mas então do que você se lembra? -Gilbert:-De nada. -Lili:-Nada!! Bom eu também não me lembro de muita coisa, mas tem algo que eu não consigo esquecer, o nome dele é Pikathu, e de vez enquanso eu fico imaginando várias coisas sabe, e sempre ele aparece, além dele tem uma fada a Clara Bel, não sei porque mas não consigo esquecer desses nomes. -Gilbert:-Entendo, sabe o que eu acho que você deveria fazer é tentar se lembrar de quem você era antes que aconteça o mesmo com você. Esquecer de quem você já foi logo te fara esquecer de quem você é agora. -Lili:-As memórias são tão importantes assim? -Gilbert:-Mas é claro se não não se chamariam de memórias, pois elas são algo importante que já nos aconteceu ou que nós vivos, são elas que nos tornam quem somos hoje. Dizem que uma pesdoa que perde suas memórias nunca mais voltará ser a mesma, pois são com base nessas memorarias que nos tornamos pessoas. São o que formam nossa personalidade Lili. Depois dessa conversa durante a noite eu não parava de pensar no que a Gilbert havia me dito sobre as memórias, e isso me fez querer me recordar das minhas.
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