-A traição que me matou por dentro:

1075 Palavras
Naquele fatídico dia em que me atirei do prédio eu bem que tentei evitar de cometer esse ato mais eu não contava com as cena que me depararia. Eu estava sentada abraçada ao Pikathu enchugando minhas lágrimas nele, naquele momento só fiquei me perguntando o que eles fariam no meu lugar, será que estariam passando por isso? -Melissa:-Eu estou com medo, eu não sei se é realmente isso que devo fazer...Eu sou uma covarde, não quero viver mais também não quero morrer. (Qual dos caminhos eu devo escolher?). -Melissa:- Não custa tentar mais um pouco né? Pikathu por que você não fala mais? Eu enchuguei minhas lágrimas e o coloquei de volta na mochila, suspirei fundo e me levantei mesmo sem querer, em seguida fui ao elevador e apertei o botão para descer; Minha mão ainda estava tremula e meus olhos vermelhos, eu decidi me dar mais uma chance e que talvez se eu tentasse conversar com minha mãe me sentiria melhor, e quem sabe eu podia parar de tomar aquele remédio. Foi meu último momento de esperança, pelo menos em vida, pois não consegui encontrar a ajuda que tanto procurava. Eu voltei ao quarto onde estavamos hospedados, e nisso já fui procurar minha mãe que parecia não estar no quarto, meu irmão dormia na cama que deveria ser minha mas no momento eu não liguei, já estava um pouco tarde e eu não avia me medicado aquela noite, mas como já avia decidido fui a procuradela e me deparei com uma cena que para mim me chocou; Vi minha mãe agarada a um homem ao qual infelizmente conhecia, era um de seus amigos, eles se beijavam. Isso poderia ser algo normal como albosmeu pai e minha mãe estavam separados, mas de alguma forma aquilo mecheu comigo me fez sentir uma raiva intensa seguida de lágrimas, eu não sabia como reagir ao turbilhão de sentimentos que vinham em minha direção, a única coisa que consegui pensar foi em fugir sem rumo, mas minha mãe acabou me vendo e segurou-me pelo braço ela estava bêbada e disse como se não soubesse o que passe na mente da propria filhia naquele momento: -Qual é o problema? Por que está chorando? Sua voz rouca me abalava, e o cheiro forte de álcool que vinha dos dois me enojava. Em pânico eu consegui faze-la soltar de meu braço e corri agarando minha mochila para o elevador, e fui ao último andar, mau abriam-se as portas e eu continuei a correr em direção a grade de segurança. -Melissa:-E agora o que eu faço? Dizia em planto. Por impulso subi na grade com um pouco de esforço por conta de meu corpo e pendurada nela eu fiquei, estava assustada minhas mãos e pés tremiam e eu não parava de chorar, eu entrei em crise, meu peito ficava apertado e mau conseguia respirar, eu estava sufocada e minha mente estava ficando turva. Minha mãe e seu amante me seguiram e quando ela me viu naquela situação em um tom zangado gritou: -Saia dai sua i****a, vai querer morrer? Ou so quer chamar atenção. Naquela hora eu não podia falar estava muito nervosa, mas com claresa pude pensar em uma coisa: (Eu não posso mais viver assim eu tentei mas não conseguifazer isso, eu não quero descer daqui se o fizer as coisas lá em casa n8iram mudar, eu me decidi irei me jogar afibal fadas voam). E assim eu me soltei da grade assim caindo, durante a queda minhas lágrimas voavam e abracada a minha mochila aonde contia meu fiel Pikathu eu pude sorrir. -Melissa:-A vista da morte é mais bela do que eu esperava, não é Pikathu? Cai de uma altura de 30 metros e ao atingir o chão pouco antes de morrer vi minha vida passar deante de meus olhos, todos os momentos em que fui feliz, todos os momentos em que chorei, em que fiquei com raiva e todos os momentos em que falei com o Pikathu e também as visitas ao meu mundo. Juro que naquela hora pude ouvir uma voz baicha vindo de dentro da mochila: -Você se esforçou não é minha menina, desculpa não poder ter feito algo para te ajudar. Eu reconheci aquela voz susurante era a de Pikathu, provavelmente um de meus delirios antes de morrer, mas lembro de meu último pensamento enquanto Melissa... (O que será que me aguarda depois da morte? Será que irei para o céu ou o inferno? Talvez eu reencarne e tenha outra chance de viver, talvez me torne una flor, um cachorro ou um gato, quem sabe até humano! Se eu tiver outra chance quero fazer tudo diferente de agora, quero ter uma vida boa e sem sofrimentos, eu darei o meu melhor se tiver outra chance eu prometo que darei). E foi assim que eu morri, triste né? As pessoas foram se aglomerando ao meu redor tirando fotos e algumas horrorizadas, chamaram a ambulância e até mesmo a polícia, minha desceu até a rua e foi quando viu meu estado, ela sentiu-se culpada e caiu de joelhos no chão chorando, afinal eu estava morte e ela não tinha feito nada para empedir isso eu não a odeio por isso a culpa foi de nós duas, eu poderia ter cido uma filha melhor mas não consegui a tempo, tive 14 anos para isso ou melhor 15 pois naquele dia completava esse número, era meu aniversário. Mãe eu sinto muito por ter cido assim, sei que poderia ter sido mais forte e aguentado mais, mas eu não consegui, fiz ao meu irmão que o amo apesar de nossas brigas, eu queria ter sido melhor mais não consegui, espero que vocês três tenham uma vida boa, agora você está livre e não precisa mais sustentar alguém como eu...Era isso que gostaria de ter dito a ela mas acabou não dando tempo, eu me prendi muito ao passado não consegui aguentar as mudanças da minha vida e por isso tive de pagar, esse é um pouco da minha história até agora, uma gorda otaku e anti-social que cometeu suicídio, aposto que deve ter muitos casos iguais pelo mundo e se chegou até aqui deve sentir pena de mim, mas agora que estou morta loirinha ou loirinho saiba que não irei me conter em medir minhas palavras agora finalmente pude me libertar do peso em minhas costas... O que será que me aguarda depois da morte? Será que ainda terei outra chance?
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