A luz azulada da tela iluminava os rostos sérios de Júlia e Alícia, conectadas por chamada de vídeo em uma noite silenciosa. Ambas mantinham a expressão atenta enquanto analisavam as imagens que rodavam em câmera lenta, quadro a quadro. Aquele tinha sido o grande achado de Alícia, e ela esperava que Júlia pudesse suprir as lacunas que havia na imagem. — Achei isso hoje à tarde, enquanto revisava os arquivos antigos das câmeras do jardim leste — disse Alícia, a voz baixa, quase tensa. — Achei estranho... e, bem, achei que você deveria ver. Na imagem, pouco nítida, alguém se posicionava sobre o galho de uma árvore, em um ponto alto, parcialmente encoberto pelas folhas. A lente da câmera estava embaçada, mas ainda assim era possível perceber os movimentos firmes e controlados. A arma surgia

