Passaram-se dias e Helena foi morrendo dentro dela mesma, sua mente divagava, ela tentava não se concentrar em nada na intenção de não aguçar suas habilidades e o tempo foi levando tudo o que um dia existira dentro dela. Helena aos poucos foi internalizando sua nova condição de vida e caiu num precipício sem fim. Na cabana de Trivia só existia uma pequena cama, então Helena incapaz de sentir dores ou desconforto acostumou a dormir em cima de uma coberta em qualquer canto da cabana, independente da presença de ratos no chão, sujeira ou qualquer coisa que pudesse perturbar uma pessoa comum, nos seus piores dias Helena se recusava a se levantar, ela havia perdido o brilho do olhar, a conexão com o mundo exterior e a constante alegria em viver a vida. Há uma vantagem em ser imortal, a sua

