Helena não tinha a menor intenção de sair daquele buraco, pensou que com o tempo as sensações ruins seriam esquecidas e levadas pelas boas lembranças que existiam com Drake, mas não aconteceu. O dia amanheceu, e aos poucos ela foi sendo levada pelo peso dos seus próprios olhos, a mente esvaziou e tentou concentrar apenas na luz do Sol que disputava espaço no pequeno buraco. O vento gelado despertou Helena de seu sono profundo e voltando à realidade percebeu que a luz do Sol agora dava espaço para uma escuridão sem fim, tocou em seu próprio corpo, sentiu a pele fria e por um instante sentir-se completamente perdida, como se alguém estivesse lhe roubado até o seu mais íntimo e profundo. Perdida em seus próprios devaneios, lembrou de Teodora, ela deveria ter acordado e provavelmente preci

