O estalo repentino da porta sendo aberta bruscamente fez com que o frasco voasse da mão da mulher e caísse em um lugar distante embaixo de um dos armários, os olhos de Ângela estavam bem atentos onde foi parar como se aquela fosse a intenção. — Boa noite! — disse Ângela, com um sorriso doce demais para ser verdadeiro, girando sobre os calcanhares como uma bailarina no meio da cozinha, como se aquilo fosse uma brincadeira de criança. A empregada recuou dois passos de susto, o rosto pálido como se tivesse visto um fantasma, enquanto olhava ao redor atonica procurando onde o fraco caiu. — S-senhora... — balbuciou, claramente tremendo. — A sopa do patrão... está... aqui, senhora. — Ela apontou com a mão trêmula para a tigela fumegante sobre a bandeja. Ângela olhou a comida com um leve arqu

