Os médicos se entreolharam. Havia respeito e pena em seus olhares. Um deles, de semblante sereno, se inclinou levemente. — Doutor Arthur... o senhor já fez mais do que qualquer pai poderia fazer. Nós estamos aqui porque acreditamos, mas a verdade é que tudo o que podemos dar agora é tempo. Poucos meses, talvez. Não podemos prometer mais do que isso. Arthur ficou em silêncio, apenas apertando os punhos sobre a mesa. Outro médico, com a voz embargada, completou: — Antes que ela se vá... Ângela já terá ajudado este hospital a avançar em áreas que ninguém ousou explorar. O nome dela ficará gravado aqui. Sei o quanto será difícil, mas ainda acredito que vamos nos reerguer com base nisso. É por isso que estamos aqui ainda. Um terceiro desviou o olhar, envergonhado. — E quanto à cirurgia da su

