— Precisamos ir embora. Agora! — disse ela, quase num sussurro desesperado, a voz embargada, os olhos suplicantes. — Mas o que está acontecendo? — Lúcios perguntou, olhando de relance para Rafael, ainda desacordado. — Não agora, por favor — ela implorou. — Me leva daqui, só confia em mim, Lúcios. No corredor, depararam-se com Kellen, que vinha correndo ao encontro dos dois. — Ângela! — exclamou, aliviada. — Você está bem? O que houve? — Kellen... precisamos conversar! Mas... — Ângela tentou falar, mas a voz sumiu ao encarar a irmã por alguns segundos. — Não está com raiva de mim, certo? — Kellen perguntou, o olhar fixo no de Ângela, que deixou uma lágrima escapar, limpando-a rapidamente e sorrindo. O silêncio entre as duas pesou mais que qualquer palavra dita até então. Um mar de memória

