Capítulo 66

1107 Palavras

O som de seus passos ecoava pelo corredor amplo. Lúcios andava devagar, sem pressa; os ombros ainda pesavam, os punhos enfaixados ardiam, mas ele analisava cada passo que dava com uma sensação estranha de alívio. Mesmo que ainda fosse dolorido, ele não se importava. Parou diante da porta do quarto de Ângela. A luz de um abajur escapava por uma fresta, projetando uma linha dourada no chão polido. Por um instante, Lúcios encostou a testa na madeira fria. O peito subia e descia, pesado, e a mandíbula se movia, como se mastigasse uma confissão que não teria para quem ser dita. — Por que estou vindo aqui? — suspirou para si mesmo. Ergueu a mão para bater, mas não conseguiu. Em vez disso, girou a maçaneta devagar. A porta abriu-se sem ranger. Lá dentro, Ângela dormia, encolhida na ponta da

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