Lúcios a segurava nos braços, deitado com ela ainda sobre seu peito nu. A respiração dela estava lenta e profunda, o rosto enterrado em sua clavícula, como se o corpo finalmente tivesse cedido ao cansaço absoluto. A pele quente dela ainda colada à sua, úmida e macia, e os braços ao redor o apertando como se não quisesse deixá-lo ir embora, traziam um tipo de conforto que ele não se lembrava de já ter sentido. O calor que emanava de Ângela parecia acender zonas adormecidas do próprio corpo, como se sua presença tivesse o poder de descongelá-lo por dentro. Seu braço envolvia a cintura dela, firme, possessivo, mas também protetor. Inclinou o rosto e encostou os lábios devagar na maçã do rosto dela, beijando-a longamente, como se pudesse marcar aquele momento para sempre. Um fio de culpa o cor

