Lúcios congelou por um momento, a tensão evidente em seu maxilar trincado. — O que... você está fazendo? — perguntou entre dentes, tentando manter o controle. Ângela virou o rosto por sobre o ombro, os olhos grandes e úmidos de inocência. — Só quero que seque o meu cabelo... está frio... — disse se encolhendo. Ele lançou um olhar aflito à empregada, como se implorasse por alguma interferência, mas a mulher abaixou a cabeça e fez uma breve reverência. — Perdão, senhor... mas Valerius foi claro. Disse que ninguém deveria interferir entre vocês dois, que ela é sua responsabilidade. — Quem é que paga o seu salário mesmo?! — ele resmungou, irritado, mas a mulher já saía apressada, batendo a porta atrás de si antes que ele pudesse protestar mais. Lúcios levou as mãos às têmporas, massagea

