As pupilas de Rafael dilataram. Ele congelou por um instante, sem reação, como se tivesse levado um soco invisível. — O quê? — sua voz saiu mais baixa do que pretendia. Sylla abriu um sorriso satisfeito ao ver sua surpresa genuína. — Então pode não ser seu, né? Eu deveria imaginar que você não conseguiria. — Ela debochou. — Interessante. Ela está grávida, Rafael. Um silêncio pesado tomou a mesa. Ele cerrou os punhos, tentando absorver a informação. — Isso não pode ser verdade... — murmurou, mas algo dentro dele já acreditava. — Ah, mas é sim. — Sylla girou uma mecha de cabelo com desdém. — E adivinha? Não é do seu tio. Ele não pode ter filhos de jeito nenhum. E suspeito que não seja seu. Rafael ergueu os olhos, duros como aço. Dentro dele, uma fúria silenciosa começava a crescer. — Voc

