Capítulo 130

1058 Palavras

Ele tentou falar, mas a garganta falhou. As lágrimas escaparam, molhando o rosto rígido. Apertou os lábios, depois deixou escapar, em tom de confissão desesperada: — Me perdoa... Eu sinto muito, Ângela. O olhar dela se arregalou; a fraqueza não a impediu de sentir o impacto daquelas palavras. — P-por quê...? Como está nosso filho? Ele se aproximou, tomou a mão dela entre as suas, os dedos tremendo. — Não é nosso... mas... — Lúcios... espera... — ela gemeu de dor, sem conseguir se mexer. — Eu não vou deixar você morrer. Pedi aos médicos para... tirar a criança. Não posso arriscar te perder por causa de algo que não é nosso. — N-não... — os olhos dela se encheram de lágrimas na mesma hora. O rosto pálido se iluminou de desespero. Balançou a cabeça fraca, a respiração curta. — Não... não

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