Virei a minha cabeça para o lado, encontrando o olhar assassino do meu tio. Ele parecia estóico, como sempre fazia. A extensão da sua fúria era visível apenas na linha plana da sua boca e na vermelhidão das suas orelhas. Também ficou claro o que o deixou irritado quando o pai de Aiya se inclinou na sua direção, sussurrando no seu ouvido. Eu tinha certeza de que o meu tio fez um acordo com ele, provavelmente prometendo ao homem uma união entre mim e a sua filha. Eu me perguntei o que o meu tio ganhou com isso. Eu queria ignorá-lo, mas também sabia que havia o risco de ele vir até mim e me forçar a ser bastante desagradável na frente de Violeta, algo que eu ainda estava muito inclinado a evitar. Suspirei. — Você se importa? Perguntei a Violeta, apertando o seu quadril com ternura. — Eu ser

