Violeta Eu me virei na cama e abri os olhos, olhando para as espadas na parede. Pisquei algumas vezes e soltei um suspiro de contentamento enquanto levantava os braços acima da cabeça e arqueava as costas em um alongamento matinal. À medida que a névoa cerebral induzida pelo sono começou a desaparecer, enrijeci quando a realidade desabou sobre mim. Sentei-me na cama, encontrando Hoka sentado na poltrona do canto, o cotovelo apoiado no braço e a mão sob o queixo, olhando-me atentamente. — Não entre em pânico. Ele disse, sem mover um músculo. — Não entrar em pânico? Puxei o edredom com força contra mim. — Não entrar em pânico? Você me sequestrou! Eu...Eu balancei a minha cabeça. — O que você fez comigo? Eu perguntei, lembrando do beliscão no meu pescoço e nada mais. — Como você me tro

