Fiquei ali em silêncio, aceitando todas as suas palavras que foram ditas de maneira tão uniforme, sem raiva ou acusação, e isso quase piorou tudo. — Não tomar aquela pílula hoje me assustou porque fiquei pensando: e se tivermos um filho? Você vai tirá-lo de mim se estiver infeliz? Você vai me banir? Você faria isso? Não importa se você gritar alto prometendo que não o fará. A dúvida já está aqui. Ela apontou para sua têmpora. — O medo está aqui. Acrescentou ela, apontando para o coração. Senti então, a rendição à luta. — Achei que você estar com raiva e me rejeitar era o pior que poderia acontecer, mas me enganei. Admiti. Seu medo de mim era muito pior, muito. Minha mãe estava certa. Tive que parar de brigar porque a estava machucando ainda mais no processo, e isso era inaceitável.

