Capítulo 145

362 Palavras

O consultório da psicóloga era um espaço neutro, de cores claras e poltronas confortáveis, projetado para desarmar. Sentado de frente para a Dra. Arantes, uma mulher de olhar gentil e sorriso sereno, Gabriel se sentia, pela primeira vez em semanas, um pouco mais leve. — A carta dela... mudou tudo — ele disse, um sorriso genuíno que ele não tentava esconder. — Eu passei os últimos dias me sentindo um fardo, como se a minha reação tivesse arruinado a única chance dela. Culpado. Mas ler as palavras dela, a forma como ela me vê... me deu uma perspectiva que eu tinha perdido. Ele tirou a carta, já gasta de tanto ser lida, do bolso do jaleco. — Ela me ama — ele disse, a palavra ainda soando como um milagre. — E eu finalmente disse a ela, mesmo que só para as paredes do meu apartamento, que

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