A manhã não trouxe paz, apenas uma nova e frustrante rotina. O quarto de infância de Alessandra era agora um centro de comando. Onde antes havia pôsteres de bandas, agora havia quadros brancos com estratégias de marketing. Onde havia bichos de pelúcia, agora havia pilhas de relatórios financeiros. Era o seu império, confinado a quatro paredes. Ela estava em uma videoconferência de emergência, a grande tela na sua escrivaninha exibindo os rostos preocupados da sua equipe na Boreal. — ...e este é o problema, Ale — a voz de Ana, sua diretora de operações, soava cansada através dos alto-falantes. Na tela, Ana segurava duas amostras de tecido de seda sob a luz do escritório. — Este é o rosa antigo que aprovamos. E este... — ela trocou as amostras — ...é o tom de pêssego que o Donatello no

