A campainha do apartamento de Vitória tocou com uma insistência violenta, quebrando a paz da sua noite. Ela abriu a porta, irritada, e recuou com o choque. William estava parado no corredor, o rosto uma máscara de fúria, os olhos vermelhos. Ele a empurrou para o lado e entrou, batendo a porta atrás de si. — O que diabos você pensa que está fazendo? — Ela sibilou. — Eu que te pergunto! — Ele rosnou, avançando sobre ela. — Um acordo? Você está fazendo um acordo com a polícia? Ela o encarou, confusa. — Do que você está falando, seu louco? — Não se faça de i****a! A prostituta! A Manuela! A polícia está no seu encalço por causa dela, e você está se preparando para me entregar como o único culpado! Vitória sentiu um calafrio, mas sua expressão permaneceu dura. — Acalme-se, William

