A tarde chegou, trazendo consigo um silêncio pesado que se instalou na mansão Mendonça. O almoço fora uma tortura polida. Seus pais tentaram manter uma conversa leve, mas a comida não tinha gosto. Alessandra forçou-se a engolir cada garfada, não por fome, mas por obrigação. Pelo bebê. Assim que a refeição terminou, ela se desculpou e se refugiou em seu antigo quarto. A porta se fechou, e a sensação de estar presa a atingiu com força total. Ela caminhou até a janela e olhou para baixo. A viatura da polícia ainda estava lá, uma sentinela da sua desgraça. Estava presa. Gabriel estava sozinho. E seus inimigos estavam lá fora, rindo da sua impotência. A raiva, fria e pura, subiu por sua garganta. Ela não ia chorar. Não ia se encolher. Se eles a haviam trancado em uma torre, ela transformari

