A noite havia caído sobre São Pietro, mas na cobertura de William Abner, a única luz vinha do brilho de um abajur e da tela de um tablet. Ele passava lentamente pelas fotos que Argos havia tirado. Alessandra e Gabriel. Rindo. Se beijando. Se abraçando. Cada imagem, uma pequena tortura, um lembrete da sua humilhação. O toque estridente de seu celular o fez sobressaltar. Era Vitória. Ele atendeu, a voz cansada. — Vitória. — Tenho boas notícias — a voz dela, por outro lado, era vibrante, cheia de uma energia predatória. — Lembra que eu disse que era a minha vez de retribuir? — O que você fez? — Apenas uma precaução. Coloquei dois dos meus homens mais discretos de olho no nosso casal favorito. Vigiando os pombinhos, 24 horas por dia. Só por curiosidade, claro. William se endireitou

