Capítulo 274

408 Palavras

Gabriel não dormira. A manhã o encontrou no saguão de desembarque do Aeroporto Internacional de São Pietro, um fantasma em meio ao rio de rostos anônimos que fluía ao seu redor. A ansiedade era uma corrente elétrica sob sua pele. Ele era um homem acostumado a estar no controle, a dar ordens em meio ao caos. Ali, esperando em frente a um portão de vidro, ele era apenas um filho, vulnerável e assustado. Então, as portas automáticas se abriram. Ele vasculhou a multidão de passageiros cansados. E a viu. Maria José Cruz não era uma mulher frágil. Havia linhas de dor e cansaço da viagem longa e apressada em seu rosto, mas sua postura era inabalável, a de uma mulher que não se curva a tempestades. Seus olhos, da mesma cor de mel dos filhos, encontraram os de Gabriel, e ela caminhou em sua

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