Suzana Sampaio não era o tipo de editora-chefe que ficava atrás de uma mesa. Ela construiu sua carreira no asfalto, e o cheiro daquele furo era forte demais para delegar. Quinze minutos após desligar o telefone com Alessandra Mendonça, ela atravessou o lobby do Hospital São Lucas como um furacão. Seus dois melhores repórteres investigativos, que já estavam a caminho, a encontraram na entrada. O cenário era de um caos controlado. A fumaça havia se dissipado, mas o cheiro de plástico queimado ainda pairava no ar. Pacientes estavam sendo realocados, a polícia civil circulava, e a segurança interna do hospital parecia sobrecarregada, tentando lidar com o fluxo de imprensa que começava a se formar do lado de fora. Mas não era a polícia ou a segurança do hospital que interessava a Suzana

