A porta do quarto se fechou atrás deles com um clique suave, um som definitivo que pareceu selar o mundo lá fora. O ambiente, iluminado apenas pela luz dourada de um abajur, tornou-se um santuário. Ali, não havia William, não havia mentiras, apenas a presença avassaladora de Gabriel e a batida forte do coração de Alessandra em seus próprios ouvidos. Ele não a apressou. Em vez disso, Gabriel ergueu a mão e traçou a linha do maxilar dela com as pontas dos dedos, um toque leve que a fez estremecer. Seus olhos a perscrutavam, cheios de uma ternura que a desarmava. — Ainda tem certeza? — Ele sussurrou, a voz rouca. Em resposta, Alessandra não usou palavras. Ela se ergueu na ponta dos pés e o beijou. Foi um beijo diferente do anterior; mais profundo, mais faminto, uma declaração de sua v

