A cobertura no Paradise era um santuário de silêncio, pairando acima do barulho incessante de São Pietro. A vista espetacular da cidade era ignorada. Enrique Romani não estava interessado no panorama. Estava interessado no microcosmo. Uma das paredes da vasta sala de estar, antes um espaço branco e minimalista, havia se transformado em um altar profano da sua investigação. Era o seu quadro de guerra. No centro, a foto de Alessandra Mendonça. Ao redor dela, como satélites em uma órbita caótica, os outros: Gabriel Cruz, William Abner, Cesar Mendonça, Olívia Fontana. E, um pouco afastada, mas conectada a todos, a foto sorridente de Vitória, tirada de uma revista social. Sob as fotos, ele havia impresso e afixado dezenas de recortes de notícias, um mosaico da tragédia que consumia a cida

