O sorriso de Vitória foi breve, polido, escondendo o triunfo selvagem que sentia. Ela havia conseguido. O ego de Lucas era uma porta tão larga e tão fácil de arrombar que ela quase sentiu pena. Quase. — Maravilhoso, Lucas. Fico muito grata — disse ela, o sotaque italiano fazendo a frase soar como música. — Amanhã, então. Que horas seria melhor para você? Não quero atrapalhar sua rotina. — Atrapalhar? Paola, você não atrapalha, você é o evento! — Ele disse, já pegando o celular, a mente a mil. — Venha às dez. A luz da manhã no ateliê é fantástica, você precisa ver. Vou reservar a sala de reuniões principal. Vou preparar uma apresentação para você, mostrar nossos números, nossas projeções... — Não, não — ela o interrompeu, o gesto suave, mas firme, como quem dispensa um servo prestativ

