— O Gabriel tem toda a razão — disse Richard, voltando a se sentar à mesa, o rosto sombrio. — Infelizmente, a situação é exatamente essa. Nós temos a faca e o queijo na mão, mas na hora de cortar, o rato pode roubar o queijo e ainda nos morder com os dentes sujos de veneno. Se formos à polícia agora, damos a eles a chance de reagir, e a primeira reação deles será te neutralizar, Alessandra. Um silêncio frustrado e pesado se instalou na sala. Alessandra se levantou, incapaz de ficar parada. Andou de um lado para o outro, a mão protetoramente sobre a barriga. Sentia-se encurralada, a vitória tão perto, mas ao mesmo tempo, perigosamente distante. Foi Gabriel quem quebrou o silêncio novamente. Ele observava Alessandra, a dor e a frustração em seu rosto, e depois olhou para Richard, o estra

