A teia de aranha vermelha na parede era um mapa da dor de São Pietro. Enrique Romani recuou, observando a sua obra. Cada fio, uma conexão. Cada foto, uma peça. Ele não via rostos, via funções. O Rei Fugitivo (William). A Rainha Enjaulada (Vitória). A Rainha Branca (Alessandra). Os Bispos (Cesar e Olívia). Ele andou até a parede de vidro, observando a cidade afogada em trevas e nas estrelas amarelas e brancas dos postes e edifícios. Era um tabuleiro magnífico. E era hora de fazer seu primeiro movimento. Ele pegou um celular descartável e discou o número privado da matriarca Fontana. Um número que lhe custara uma pequena fortuna para obter. A chamada foi atendida com um rosnado. — Não me diga o que fazer, Elias! Enrique permitiu-se um pequeno sorriso. — Desculpe. Parece que a sen

