Capítulo 5 – Bryan Morello

1337 Palavras
Desde aquele dia que esbarrei naquela garota, ela não sai da minha mente, não vou mentir que pensei em seguir ela, mas aquele filha da p**a do meu braço direito, já se aproximou de mim me acelerando, podem dizer que sou o típico playboy problema, tenho poder, dinheiro, beleza e estou revoltado, mas também como não seria? A princípio não queria saber da máfia, apenas queria sair, chegava de madrugada, queria gastar o dinheiro do meu pai e me divertir, mas um dia após uma grande briga com meu pai, por conta desse contrato de casamento, meu primo me disse algo que me fez ver as coisas de outro ponto de vista, ele me disse: “Bryan, seja esperto, seja o melhor mafioso, assuma a cadeira de seu pai, seja o todo-poderoso e mude as regras, tenha os conselheiros te admirando, se case e se ela for uma mulher insuportável, não tenha filhos e poderá desfazer o casamento.” Mas aquela chica, ela não sai da minha cabeça, nunca me apaixonei, uma coisa que aprendi é que não devemos nos apaixonar e sim conquistar, o casamento é necessário apenas para acordos e aumento de poder, por isso o casamento entre herdeiros é importante. Mas às vezes acho que Maria está certa, tenho muito de minha mãe, ela me diz que minha mãe sempre foi amorosa, carinhosa e fazia de tudo pela família. Aqui funciona da seguinte forma, a Cidade do México foi dividida em duas partes, dois terços pertencem à família Morello, a minha e a outra parte pertence a família Miller, meu primo, então independente do que ocorrer um de nós precisa saber. Meu pai era herdeiro da cadeira de Don, por isso temos a maior parte, assim como também temos mais territórios, mas o Léo é muito esperto e conseguiu expandir muito os territórios dele, ele não comanda apenas aqui, mas em diversas cidades próximas. Meu pai já deixou claro que após eu me casar assumirei a cadeira dele como Don, eu confesso que quero essa posição, mas quando penso em me casar com aquela garota esnobe, me dá vontade de desistir de tudo e meu pai me deserdar. Mas o quanto mais eu puder adiar esse casamento, o farei. Com isso em mente sigo para mais um dia de tortura e reuniões. Primeiro vou ao galpão, chegando lá, tem um rapaz, ele tem por volta dos 19 anos, cheio de tatuagens, se achando m gangster, que crime ele cometeu? Vendendo drogas sem autorização. Assim que entro ele está amarrado na cadeira pelos pés e pelos pulsos, tem um capuz preto na sua cabeça, o que bloqueia a visão, ele está aqui a dois dias, dois dias sem comida, sem ter acesso a claridade, água eu autorizei que dessem, ele teve acesso a uma garrafa de 500ml e apenas durante a noite. — Então você é o fodão que vende drogas aqui na cidade? — Quem é? — Não deveria se preocupar com quem sou, e sim qual a desculpa dará para p Don. — Por favor, eu te dou todo o dinheiro que ganhei, mas não me leve pra ele. — Hahahaha. — Você vai me dar o dinheiro de toda forma, me diga onde esconde o dinheiro e as drogas. — Eu... Não vou falar nada, você pode ser apenas um concorrente. — Afoguem. Mando meus homens, jogarem um balde água com gelo na cabeça desse filho da p**a, como ainda está com o capuz na cabeça ele começa a engolir a água e a se tremer de frio. — Que tal dizer agora? — Não. — Certo. Levantem ele, e amarrem na cruz. Assim meus homens fazem, tem uma cruz de madeira na parede, isso deixa ele com os braços bem abertos, eu pego uma faca e corto a camisa dele, deixando assim as costas livres, pego um chicote, não um chicote qualquer, é um chicote de cordas de nylon com cacos de vidro nas pontas. — Sua última chance, vai falar onde está o dinheiro e as drogas, ou não? — Não direi nada, pode me matar se quiser. — Hahaha. Dou três chicotadas nele, com bastante força, automaticamente o sangue começa a escorrer nas costas dele, vou até a mesa de acessórios pego uma vasilha com sal grosso, aquele de fazer churrasco. Coloco uma luva na mão, pego um punhado de sal e esfrego nas feridas. — AHHHHHHHHHH — Ainda não vai me contar? — Não tem droga mais. — Mas tem dinheiro, seu carro já foi confiscado. Observando o braço dele, vejo uma tatuagem intrigante. Pego o celular e ligo para o Leonard. — Vem para o galpão, rápido. Nesse mundo tem muita gente querendo derrubar nosso poder, o que manter a Cidade do México em controle, é que eu e Leonard sempre defendemos um ao outro. Não demora ele chega. — O que foi? — Olha isso. Mostro a tatuagem a ele. — Cabrón. – Diz Leonard Furioso. — Obrigada Bryan, vou resolver isso agora de uma vez por todas. — Conta comigo primo. — Falando nisso você pode passar na boate hoje e receber do Javier? Posso me atrasar. — Claro, aproveito e me divirto um pouco. — Falou, vou lá esfolar um homem vivo. — Vai lá. Depois que Leonard sai volto a minha atenção a meu convidado. Me aproximo dele, está custando respirar o sal entrando dentro de sua ferida, causa um dor longa e frequente, primeiro dói muito, depois conforme os pedacinhos vão derretendo vai ardendo e se tiver problema de pressão... ela sobe rápido, pois o sal se mistura ao sangue. Retiro o capuz dele, e os seus olhos quase saltam para fora ao ver quem sou. — Sou um concorrente? — Nã... Não. Me perdoa senhor. — Sabe como funciona as coisas na minha cidade, agora me fala onde está o dinheiro. — Eu sei que quando eu disser, vai me matar. Pego um tablete, mostro a ele um vídeo. — Está vendo isso? É ao vivo, se me disser onde está, a casa da sua mãe e filha, ficará de pé. Agora se não contar, meus homens terão que matar ela para poder procurar o meu dinheiro. Ele engole em seco. Ligo para meu homem. — Mostre a casa ao lado para que ele saiba que está aí agora. Ele me obedece. Ele vê que estou falando sério. — O dinheiro não está na minha casa, minha mãe não permitiria. Está na quadra, na rua de trás. Tem um tambor de ferro, azul com uma tarja vermelha, arraste ele, está um pouco pesado, embaixo dele tem uma portinha, abra ela está em uma mochila, as drogas e uma parte do dinheiro, o restante já passei para o fornecedor, minutos antes de me pegarem. — Certo, vamos fazer o seguinte, vou te desamarrar, te colocar na cela e se estiver mentindo, mato você, sua filha e mãe. Se estiver falando a verdade... Apenas você morre. VERIFIQUEM A INFORMAÇÃO. Ele não sabia mais o fornecedor é justamente o cara que Leonard foi atrás, ele vem causando a um tempo na cidade vizinha, ele tem uma gangue, e vem tentando roubar território de Léo. Então o dinheiro pertence ao Léo. Meus homens o soltam, o jogam na cela, jogo uma garrafa de água para ele, não demora meus homens confirmar que o dinheiro e droga estavam no local, volto até a cela e atiro na cabeça dele. Mando fazerem a limpeza e sigo para a boate. Entro na boate e vejo que tem um número sendo ensaiado diferente, mas está escuro e não identifico qual das meninas é, na verdade acho que não é nenhuma das meninas, ela tem algo diferente, como se eu estivesse hipnotizado sigo em direção ao pé do palco, não escuto e nem vejo mais nada, apenas aquela dançarina. Até que ela se ajoelha, e engatinha como se fosse em direção, a música acaba e já estou de frente para ela, e quando ela ergue o seu rosto, é ela.
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